“Sede misericordiosos, como também o vosso Pai é misericordioso. Não julgueis e não sereis julgados; não condeneis e não sereis condenados; perdoai, e sereis perdoados. Dai e vos será dado. Uma boa medida, calcada, sacudida, transbordante será colocada no vosso colo; porque com a mesma medida com que medirdes os outros, vós também sereis medidos”.
Hoje estive refletindo, em minha adoração, a dimensão e a importância efetiva dessa Palavra.
Ela traz muitos elementos essenciais à fé cristã, como um resumo do que mais importa:
MISERICÓRDIA
NÃO JULGAR
NÃO CONDENAR
PERDOAR
DAR
MISERICÓRDIA
É o dom, que só Deus pode conceder, de acolhermos a miséria dos outros com o mesmo amor que Jesus acolheu as nossas.
NÃO JULGAR
Julgar é uma ação de quem conhece profundamente uma causa-pessoa.
Julgar exige conhecimento perfeito.
Por isso Jesus foi tão enfático: Não julgueis. Justamente porque nunca conhecemos perfeitamente uma situação, coisa ou pessoa. É uma ação exclusivamente divina, porque Ele conhece tudo!
NÃO CONDENAR
É um aperfeiçoamento do passo anterior. Se eu não posso julgar, porque não conheço a verdade mais verdadeira, consequentemente não estou apto a condenar. Essa parte nem Deus pegou pra Si. Nem Ele condena, nunca.
PERDOAR
Perdão vem do verbo perder. Perdoar é perder para que o outro ganhe. Aliás, todo o Evangelho de Jesus é fundamentado nessa matemática "maluca". "Quem quiser ser o primeiro, seja o último", "quem quiser ganhar sua vida, deve perdê-la", e por aí vai. O perdão é o centro da fé católica, da fé cristã. É tão grave e importante, que Jesus nos ensinou a pedirmos em oração: "Perdoai-nos nossas dívidas, assim como perdoamos nossos devedores". É o critério!
DAR
São Francisco, lembrando das Palavras de Jesus, dizia: "É dando que se recebe".
"A maior alegria em dar do que em receber", aprofunda Jesus.
É a contra-mão do mundo, dos conceitos seculares.
No Reino de Deus, quanto mais eu dou, mais tenho. Quanto mais divido, mais somo.
O menos é mais. O menor maior...
Eu quero e preciso aprender tudo isso. Não quero passar pela vida nas beiradas de conceitos teóricos, deixando o centro para aquilo que me satisfaz, que me enriquece de coisas passageiras e me tira do eterno.
O R A Ç Ã O
Senhor, fazei-me instrumento de vossa paz.
Onde houver ódio, que eu leve o amor;
Onde houver ofensa, que eu leve o perdão;
Onde houver discórdia, que eu leve a união;
Onde houver dúvida, que eu leve a fé;
Onde houver erro, que eu leve a verdade;
Onde houver desespero, que eu leve a esperança;
Onde houver tristeza, que eu leve a alegria;
Onde houver trevas, que eu leve a luz.
Ó Mestre, Fazei que eu procure mais
Consolar, que ser consolado;
compreender, que ser compreendido;
amar, que ser amado.
Pois, é dando que se recebe,
é perdoando que se é perdoado,
e é morrendo que se vive para a vida eterna.
Para oração de hoje, recomendo a canção "Amor incondicional", do Jorge Camargo:

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