domingo, 10 de junho de 2012

TIMES.

"Se um reino se divide contra si mesmo, ele não poderá manter-se."
(Marcos 3, 24)






Estou ativo na Igreja desde os meus 8 anos de idade. Comecei tocando violão nas missa das crianças e, com 14 anos, tive minha primeira experiência pessoal e consciente de Deus. A partir daí, entre muitos altos e baixos, estive convivendo no ambiente da Igreja com milhares de leigos como eu, com muitos padres, seminaristas, religiosos e religiosas e até alguns bispos e cardeais. 

E, para ser bem sincero, já vi de tudo. Desse panorama o que mais me deixou e deixa feliz, é que a Igreja está de pé, pela graça de Deus. Apesar das atitudes anti evangélicas de muitos de nós, que compomos a carne da Igreja, ela permanece como o depósito confiável da fé cristã, em seu conteúdo apurado pela Palavra de Deus e pela tradição apostólica, ao longo de 2 mil anos.

Mas, para ser mais sincero ainda, também vi muitas coisas que me deixaram e ainda deixam triste. De modo especial, um maligno espírito de rivalidade entre alguns. A Igreja que, segundo o sonho de Jesus, deve ser o lugar da unidade, da humildade, da compreensão do outro, do não julgamento, do amor incondicional ao próximo, do fazer ao outro aquilo que se quer para si, do "que eu diminua para que o outro cresça", infelizmente, em muitas realidades, não vive efetivamente esses preceitos essenciais do Evangelho. 

Se entra alguém novo na paróquia que toca e canta bem, os veteranos do lugar já olham torto e sentem-se ameaçados. Aliás, sempre existiram aquelas pessoas que se acham donas da paróquia, simplesmente por estarem nela há muito tempo. Sempre existiram panelas que se fecham em si mesmas, e por isso não crescem na graça do amor, que é só o que importa. Há também essa rivalidade entre sacerdotes, entre paróquias, entre bispos, entre pregadores, entre ministros...

É triste, mas é fato. Tem até padres que, quando vêm um companheiro de presbitério se destacando, conseguindo fazer um trabalho forte de evangelização e pastoreio, procuram dar um jeitinho de restringir suas ações, ao invés de unir-se a ele para aprender, já que o que importa é tornar Deus conhecido e amado. 

É claro que não podemos generalizar, porque sempre há corações que realmente absorveram os sentimentos e a mentalidade de Cristo. Existem muitas pessoas que são instrumentos de unidade, testemunhos de amor e doação. Mas também existem muitas que ainda não entenderam que o verbo do cristianismo é "ser", não "estar", "mostrar" ou "possuir". Também é "dar" e não "reter", "aprisionar", "apossar". 

Jesus é claro: Um reino, uma família, uma instituição verdadeiramente cristã não se dividir contra si mesma. Todos são do mesmo time, do mesmo lado: O lado do amor, da justiça, do perdão e da unidade.  

A melhor forma de viver a unidade sonhada por Jesus é abrindo-se verdadeiramente ao Espírito Santo e a um outro segredo infalível: sempre enxergar Jesus no outro! Sempre! 


O R A Ç Ã O

Senhor, que o Teu amor inunde minha vida e faça de tudo o que eu tenho, faço e canais de unidade dentro da minha casa, da minha Igreja e da sociedade.

Eu quero ser como João Batista, que sempre soube qual era seu papel na história: "diminuir para que o Senhor pudesse crescer". 

Que eu diminua, para que meu irmão cresça! 

Que eu diminua, para que o Teu amor seja imenso neste mundo!

Amém!



Para oração de hoje recomendo a canção "A começar em mim", do grupo "Vencedores por Cristo":


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